Síndrome de Williams: o oposto do autismo?

williams1Face típica da SW  produzida a partir de  métodos de computação gráfica através da  fotografia de 12 crianças com SW. (Frigerio e cols, 2006)

A Síndrome de Williams (SW) é tratada muitas vezes como o avesso do autismo, principalmente devido às habilidades sociais (Jones & cols, 2000). Mas, assim como no TEA, há um continuum para habilidades sociais, na Síndrome de Williams há habilidades preservadas e algumas prejudicadas, por isso pessoas com Síndrome Williams não são exatamente exímios em habilidades sociais. Continuar lendo

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“Lei da Palmada”: solução errada para um problema grave

couroA opinião pública brasileira foi mobilizada nos últimos dias em função da chamada “Lei da Palmada”. Inclusive porque a aprovação do projeto de lei em uma comissão da Câmara de Deputados contou com a presença da famosa atriz Xuxa Meneghel, notória entre outras coisas por aparecer seviciando um menor de idade em um filme erótico de 1982 (Wikipedia 2014a). Neste artigo vou discutir as razões pelas quais a “Lei da  Palmada” é mais uma solução errada para um problema social gravíssimo. Continuar lendo

Neurociência e educação: evolução e processamento de informação

Uma prévia do que está por vir no curso de férias! Inscreva-se já!

As neurociências têm um potencial enorme para contribuir para a educação. Mas talvez o momento ainda não tenha chegado. Este é o argumento que vai ser desenvolvido ao longo do curso. Em cinco aulas serão discutidas as razões pelas quais ainda pode ser prematuro estabelecer uma conexão direta entre neurociência e educação. Mais proveitoso parece ser estabelecer uma ponte com determinadas correntes da psicologia científica, principalmente com a psicologia evolucionista e com a psicologia cognitiva. Continuar lendo

Inclusão social na paralisia cerebral: além dos aspectos físicos e cognitivos

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A paralisia cerebral (PC), também conhecida como encefalopatia crônica, representa uma das causas mais comuns de incapacidade motora na infância, incidindo em 7 a cada 1.000 crianças nascidas vivas nos países em desenvolvimento1. Trata-se de um grupo de desordens do movimento e da postura que resultam em limitações do desenvolvimento motor normal. Tais desordens são atribuídas a perturbações não progressivas que acometem o cérebro ainda imaturo, podendo ocorrer antes, durante ou após o nascimento2. Continuar lendo

Diagnóstico: fazer ou não fazer, eis a questão

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Qual a função do diagnóstico dos transtornos de aprendizagem? Há quem diga que ao diagnosticar as crianças “o estigma da “doença” faz uma segunda exclusão dos já excluídos – social, afetiva e educacionalmente”¹. Assim, enquadrar estes alunos acabaria por segregá-los. Mas vamos pensar: há vantagens em categorizar? Imagine se as aulas não fossem categorizadas por disciplinas e no meio de uma equação algébrica encontrássemos as regras ortográficas?! Quanto tempo perdíamos no processo de aprendizagem. Continuar lendo